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Intel inaugura Centro de Educação Digital em Campinas
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
No último dia 9 de outubro, Craig Barrett — ex-CEO e atual chairman da Intel — em companhia de Lázaro Brandão — presidente do conselho do Banco Bradesco — inaugurou o novo Centro de Educação Digital da Intel localizado no campus da Fundação Bradesco em Campinas, local onde a empresa de Santa Clara desenvolve há anos um projeto piloto de uso prático de seus Classmate PCs em salas de aula.
O centro é formado por duas áreas distintas: uma com duas salas de aula onde professores e alunos podem experimentar e utilizar as novas ferramentas de ensino, sendo uma delas na forma de uma sala convencional com lousa e carteiras, e outra mais modular e aberta, onde os alunos podem desenvolver atividades mais lúdicas. A segunda área é um local de reuniões e estudos mais voltado para pesquisadores e profissionais de ensino se reunírem e trocarem qualquer idéia ligada a educação.
Ao entrar no centro, todos os presentes são identificados automaticamente por meio de um crachá com sensor RFID, que permite acompanhar com mais precisão a presença e o local onde os alunos estão. Fora isso, uma das salas possui um impressionante sistema de iluminação de classe desenvolvido na Coréia, capaz de criar o clima adequado (manhã, meio do dia ou fim da tarde) para o desenvolvimento de certas atividades, mexendo assim com o ânimo e o rendimento dos alunos, daí o motivo das janelas fechadas. A outra sala é basicamente uma área aberta e bem iluminada cheia de instrumentos como os Classmates da Intel, kits de robótica da LEGO Educação e sistemas de auxílio a alfabetização da Positivo Informática, livros eletrônicos da Sony (e-books), mesas móveis (com gavetas para guardar materiais) e até as legendárias poltronas “bean bag” que foram usadas pelos pesquisadores do Xerox PARC para relaxar e debater sobre seus projetos. Segundo a Intel, a idéia por trás desse espaço é de criar um espaço mais aberto e propício para profissionais de ensino e pesquisadores colocarem em prática os seus projetos e experimentos de ensino, já que as salas de aula da Fundação Bradesco não eram o melhor local para essas iniciativas, pois nesses locais os alunos seguem um ritmo de escola normal, com aulas e atividades definidas pelo curriculo da escola que precisam ser cumpridas.
Durante uma breve sessão de perguntas e respostas, tivemos a oportunidade de pedir para Barrett falar um pouco sobre o recente anúncio do governo de Portugal de adquirir 500 mil Classmates PCs (a serem montados do lado de lá do Atlântico), modelo que vai ser copiado pelo governo venezuelano e o que — na opinião dele — ainda falta para que nós (leia-se governo brasileiro) tenhamos a mesma iniciativa.
No final das contas, foi aqui que o projeto nasceu e deu seus primeiros passos. Barrett comentou que o Brasil é um país bem maior que o Portugal de modo que as quantidades e os investimentos envolvidos por aqui seriam bem maiores, mas que tudo depende da inciativa, mas que ele espera que, no final das contas o país escolha o sistema de sua empresa.
Max Leite, diretor da área de desenvolvimento de produtos da Intel Brasil, complementou a resposta de Barrett dizendo que, ao contrário do projeto UCA do Brasil, cujo foco está muito centrado no equipamento em si, o projeto Magalhães (ou Magellan para os anglicanos) é um conceito mais amplo onde o governo de Portugal pretende, além de vender computadores a preços subsidiados, incentivar a indústria local de TI determinando que os Classmates sejam montados localmente, criando assim um círculo virtuoso que cria empregos, incentiva a produção local e melhora o nível de educação dos alunos.
De fato, o projeto Magalhães ja vendia notebooks convencinais a preços subsidiados, mas agora deve ampliar a sua participação para crianças de 6 a 11 anos oferecendo Classmate PC português a preços variando de 50 Euros para escolas e 285 Euros para o varejo.
Fonte: Mário Nagano, Zumo Blog - Uol Tecnologia
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